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Aplicativo mobile / 2026

Spotsy

Uma lista do Google Maps que virou guia de viagem entre amigos.

Gabriel Souza3 min de leitura

Em junho de 2026 fui para São Paulo com alguns amigos. As dicas de lugares chegavam em prints, links e mensagens soltas no grupo, e acabavam todas no mesmo lugar: uma lista do Google Maps. A lista guarda o endereço, mas perde o resto — quem indicou, por que valia a pena, o que quem já foi achou.

O Spotsy foi a tentativa de levar essa lista a sério. Um guia fechado para o grupo, dividido em comida, brechó, bar e rolê cultural, em que cada recomendação tem um autor, uma descrição escrita à mão e um lugar para os outros reagirem e comentarem.

Foram onze dias de construção, entre o fim de maio e o começo de junho de 2026, e depois ele serviu exatamente para a viagem — tudo bem que tenha sido só isso. É um projeto pessoal, ainda fechado; talvez um dia vire open source.

Stack e implementação

Next.js 16 · React 19 · TypeScript · Tailwind CSS · Motion · Leaflet · Drizzle ORM · PostgreSQL / Neon

A busca de lugares usa o Photon, sobre dados do OpenStreetMap: uma chamada só devolve nome, coordenadas e bairro, sem chave e sem custo. Os mapas são tiles raster no Leaflet, sem WebGL, para não pesar no celular; quando um lugar não tem coordenada, o card cai num degradê por categoria. As fotos do grupo ficam no Vercel Blob, com envio direto do navegador. Drizzle e PostgreSQL no Neon guardam pessoas, recomendações, reações e comentários, e a sessão é um cookie assinado, sem serviço externo de login.

Um guia, em vez do grupo

O acesso é com o mesmo @ do Instagram que todo mundo já usava para se achar. Do outro lado, o feed reúne comida, brechó, bar e rolê cultural em cards com foto, bairro e o nome de quem indicou — exatamente o que a lista do Google Maps deixava cair no caminho.

Buscar o lugar, não copiar o link

Para recomendar, basta procurar o nome dentro do aplicativo: bairro, categoria e localização chegam prontos, e só a descrição é escrita à mão. Se o lugar já estiver no Spotsy, um aviso mostra quem recomendou antes e a publicação fica bloqueada, para o guia não repetir endereço.

A página do lugar

Tocar num card abre a página do lugar: a foto em destaque, o Instagram, o endereço com um botão de copiar e o mapa com atalho para o Google Maps. É a tela que responde à pergunta prática — onde fica, como chego — sem obrigar ninguém a sair do aplicativo e voltar.

Perto de mim

A segunda aba é um mapa em tela cheia: cada rolê é uma pílula com o nome do lugar, e tocar nela levanta um card com a foto que leva ao detalhe. Embaixo, uma gaveta arrastável mostra a mesma lista — com a localização ligada, ela ordena pelos mais próximos e mostra a distância até cada um.

A viagem depois da viagem

Além das recomendações, o grupo publica as fotos tiradas nos lugares. Cada publicação se prende a um lugar que já está no aplicativo — a lista aparece ordenada por quem está mais perto — e aceita até dez imagens em carrossel, tiradas na hora ou vindas da galeria. Tocar em uma delas abre um visualizador em tela cheia, sem barras, com deslize lateral entre as fotos.

Quem trouxe o quê

O perfil reúne o que cada pessoa colocou no guia: os lugares que recomendou, as fotos que publicou e o que curtiu dos outros. É o contrário de uma lista compartilhada, em que tudo vira uma pilha sem dono e ninguém lembra de quem veio a melhor dica.

Um cheers para o Corner

No meio da viagem, comentei a ideia com uma pessoa e ela me mostrou o Corner, que já fazia isso e fazia bem. Eu não conhecia, gostei do que vi e virei usuário. Fica o crédito: descobrir que alguém já resolveu o seu problema é uma das melhores coisas que podem acontecer com um projeto paralelo.

corner.inc

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